terça-feira, 28 de março de 2017

Projecto ADAMASTOR: Novidades


Uma novidade que não pode perder.
O Projecto Adamastor, nesta sua mais recente iniciativa, proporciona aos leitores um conjunto muito interessante de contos e novelas dentro do género gótico.
Não deixe de conhecer a lista de contos e futuro download (porque vai querer!), clicando aqui.
 
Eu já tenho o meu, e você?
 

segunda-feira, 27 de março de 2017

O Universo nos teus Olhos (J. Niven)













O segundo livro de Jennifer Niven, autora conhecida pela obra «Fala-me de um dia perfeito», aborda uma temática muito comum na camada adolescente: o bullying e o sentimento constante de não se ser aceite entre os pares.
 
Integrado no género YA (Young Adult), «O Universo nos Teus Olhos» é a história de Libby, uma jovem outrora obesa, situação essa potenciada pela morte súbita da mãe, e de Jack, o miúdo popular da escola mas que, em segredo, lida com a prosopagnosia, uma doença neurológica que lhe impede o reconhecimento dos rostos. Esta doença acarreta uma série de limitações sociais: a cada dia, todas as pessoas que aparentemente conhece, deixa de as reconhecer visualmente, adotando um sistema específico, como o reconhecimento da sua voz, algumas particularidades dos seus gestos ou roupas para se integrar, minimamente, no seu contexto escolar e familiar.
 
Libby, apoiada no conforto do seu quarto, na leitura de Shirley Jackson (bom gosto!) ou na companhia de Supernatural (bom gosto!), percebe que tão não será suficiente para si pois dentro daquelas quatro paredes a vida parece encolher, decidindo que é hora de dar passos em frente. Jack, do outro lado da rua, vive igualmente os profundos questionamentos que a adolescência determina, ampliando os seus desejos e, sobretudo, firmando as suas convicções, em nada congruentes com um grupo de amigos que não só não reconhece visualmente como, também, não lhe reconhece as atitudes.
 
Fruto dessas fragilidades emocionais, convicções e um acidente caricato, a vidas dos dois adolescentes acabará por se cruzar.
Juntos vão perceber que independentemente das limitações, sejam elas de que ordem, é possível traçar objetivos e, diariamente, trabalhar neles. Digam lá o que disserem.
 
O mais recente livro de Jennifer Niven, com uma forte componente autobiográfica, expõe os dramas da adolescência e o sofrimento inerente que tantos adolescentes vivem em contexto escolar. Aborda, igualmente, a importância da resiliência e, sobretudo, a esperança para superar as adversidades porque, no final, há sempre alguém que nos consegue ver tal como somos.
 
 
 
 
Esta leitura contou com o apoio da Penguin Random House Grupo Editorial.
 
  

sábado, 25 de março de 2017

Porquê?

 
"Diz-me: porquê que
eu tenho de ter um irmão tão chatinho?"
[O meu silêncio a rebentar de riso]
 
 
O Principezinho de 7 anos nas suas profundas (e sentidas!) divagações.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Estante de Serviço #8

 
 
Crítico, ser
__________
 
Pobby e Dingan
Ben Rice
 
 
É tentador, especialmente na juventude, ter opiniões instantâneas e fortes sobre os outros. Julgar, criticar, rotular - estas coisas, para uma mente imatura, podem parecer sinónimos de força e confiança. Mas ter opiniões firmes nunca deve ser confundido com ser crítico - que é a tendência para julgar uma coisa um pessoa baseado apenas numa qualidade ou atributo. Uma pessoa crítica insistirá, por exemplo, que todos os criminosos são pessoas terríveis, que todos os niquentos com a comida são maus na cama (parti-me a rir com isto!), e que todos os adolescentes são ingénuos e críticos.
(...) o que pode levá-lo a abafar o seu fogo crítico, é o pequeno livro de estreia de Ben Rice, Pobby e Dingan. Kellyanne, a irmãzinha mais nova do narrador Ashmol, tem dois amigos imaginários, Pobby e Dingan. Como seria de esperar de qualquer respeitável irmão mais velho - em especial alguém que cresceu na dura comunidade mineira de opalas de Lightning Ridge, na Austrália - , Ashmol não tem tempo para coisas tão infantis. E você teria, depois de anos a dizerem-lhe para pôr dois lugares à mesa para Pobby e Dingan e de lhe dizerem que não podia ir à piscina porque, com Pobby e Dingan no banco de trás, já não há espaço suficiente para si no carro utilitário?
Lá para o fim do romance, sim. Porque quando Kellyanne anuncia que Pobby e Dingan morreram, e fica tão doente com o desgosto que acaba por ir para o hospital, Ashmol faz uma coisa maravilhosa: anda por todo o lado na cidade a pôr anúncios a oferecer uma recompensa a alguém que possa encontrar os amigos da irmã («Descrição: imaginários. Sossegados»). E a partir desse momento você também irá querer ficar do lado daqueles que entram na fantasia da menina e não daqueles que desdenham.
Permaneça aberto. Há bom, mau, loucura e tristeza em toda a gente e não tem de condenar ou de acreditar em todos os elementos para ser generoso com o pacote inteiro. Isto também se aplica a si mesmo. Se, quando luta com um nova aprendizagem, tende a descrever-se a si mesmo como um inútil em tudo (ver: autoestima, baixa), comece por praticar uma atitude não crítica para consigo mesmo.


Este é um dos livros que ficará comigo para sempre. Foi lido num momento muito especial da minha vida e, lindo como é, instalou-se com as bagagens de uma vida.
Recomendo com a maior intensidade que possa ser possível. Tenho a presunção de lhe dizer que não, não se vai arrepender. Nem um bocadinho.

Boas leituras.

 
Em:
 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Palavras mal colocadas #3


Só pessoas altamente imbecis é que colocam uma palavra destas em frases como:
 
"Aquele homem é um cancro!"
"Mas que cancro!"
 [sobre um vestido, eu já ouvi]



Neste caso, só mesmo à estalada.
Desculpem lá.

terça-feira, 21 de março de 2017

Oh. Só um bocadinho...



"Eu já te disse que não tenho namorada!"
"Claro."
"Já te disse que não!"
"Aposto que os teus olhos se transformam em coração quando ela passa..."
"Oh. Só um bocadinho..."

 
Os homens apaixonados são uma beleza. Mesmo quando só têm 8 anos.