segunda-feira, 26 de junho de 2017

Rebeldia

 
Comece a semana com uma (boa) dose de rebeldia.
Quem diz rebeldia, diz Nutella.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Para os homens


 
Os homens que se emocionam com as paixões
são capazes de ter mais doçura na vida.
René Descartes
 
 
Simples assim.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Psicologia(s) #11


segunda-feira, 19 de junho de 2017

O meu nome era Eileen (Otessa Moshfegh)


















São muitos os clássicos da literatura marcados pelas suas personagens. Muitas vezes, podemos pensar que são, precisamente, as particularidades da personagem que tornam um livro num clássico. Não tem de ser necessariamente assim, mas acredito que muito contribua para tal. Pensemos em  Jane Eyre, Hans Castorp ou em Vitangelo Moscarda para nos relembrarmos da força de uma personagem no curso da sua própria história.
 
Eileen Dunlop é uma dessas personagens inesquecíveis pela sua estranheza, particularidades que não lembram ao Diabo e, acima de qualquer coisa, pela sua atroz necessidade de ser amada, adorada e admirada. Deseja apenas um olhar mais atento sobre a sua pessoa sem, no entanto, enganar o leitor quanto às suas compulsões e manias. Quem ama, ama tudo.
 
Otessa Moshfegh conta-nos a história que precede o desaparecimento de Eileen Dunlop e a vida pautada por uma família ausente, um pai alcoólico (outrora polícia dedicado), uma irmã caprichosa e uma casa que se destrói na mesma medida da sua indiferença.
 
É com igual indiferença que encara o seu trabalho num centro de acolhimento de jovens sinalizados. Apaixona-se tal como respira, numa tendência obsessiva de quem procura algum alento no reflexo do outro. Randy, colega de trabalho, será essa grande paixão, até ao dia em que Rebecca, a psicóloga recentemente contratada, lhe mudará o curso de uma vida que já se adivinhava distorcida.
 
O encantamento em torno daquela mulher seria demarcado pelos seus próprios receios. Rebecca era tudo o que Eileen desejava para si mesma: era sensível, bonita, subtil e caprichosa.
Quando Rebecca lhe cede a atenção que sempre desejou de alguém, começa a percecionar a vida com mais alento, com uma quase felicidade nunca então conhecida.
 
É com base nessa amizade que a vida de Eileen conhecerá a viragem que, de certa forma, tanto esperou. As desilusões somam-se na vida de uma rapariga sombria, mas que nem assim, a faz desistir de sonhar por um amanhã diferente.

Ao leitor caberá a tarefa de compreender. Não se deixe convencer pelas manias de uma jovem receosa e insegura. Por mais descabidas que possam ser as atitudes de Eileen, no fundo, o apelo de quem reclama uma atenção nunca tida prevalece, culminando num desaparecimento esperado mas cujos contornos nem ela os poderia imaginar.

Conheça a história de Eileen. Mais do que uma jovem desamparada, o leitor perceberá o quanto o desejo de amor nos pode transformar, imprimindo a necessidade de nos reinventarmos em cenários que acabam, forçosamente, por nos transformar para sempre.



Com o apoio (bem haja!):

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Os segredos que nunca nos contaram (Albert Espinosa)







Hoje venho falar-vos de um livro diferente. Diferente na apresentação e, sobretudo, no seu propósito.
Albert Espinosa, além de um autor bestseller, é também ator, diretor, argumentista e engenheiro industrial. Em «Os Segredos que nunca nos contaram» vem partilhar com os leitores a sua experiência pessoal de superação, particularmente, após a morte do seu pai.
 
Mais do que um livro, o autor acredita que a leitura do mesmo será feita mediante a experiência pessoal de cada um. É, portanto, necessária a inspiração única do leitor para que, no fim, todas as mensagens e inspirações façam sentido e cheguem ao destino certo.
 
Dividido em três partes, seremos conduzidos a uma espécie de autoanálise (inspiradora) através de segredos contados e que nos prometem felicidade, além de (outros) importantes segredos para se viver neste mundo e, por último, poderá conhecer e descobrir o que é isso de «tesouras suaves».
 
O mais cético leitor estará, certamente, a torcer o nariz neste momento. Atrevo-me e vou dizer que, como tantos outros, não deixa de ser um atira-bolas. Não sabe o que isso é? Então leia e, mais tarde, atreva-se a contradizer-me.
 
Baseado nas grandes premissas que deveriam constituir a vida, o autor apela a uma maior concentração de si para si e de si para os outros. No final de contas, o mais importante caberá na palma da sua mão e nas memórias construídas por dias, aparentemente, fugazes.
 
Aqui entre nós, de fugazes nada têm.
Atreva-se a viver.
Atreva-se a desfrutar.
Atreva-se a ser feliz.
 
 
"A vida é aquilo que passa, enquanto fazemos planos."
John Lennon
 
Sempre grata:
 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Feelings


Muitas vezes as coisas que nos tocam mais são
aquelas que na altura em que estão a acontecer nem nos apercebemos.
António Lobo Antunes