A Mulher

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

The woman who appeals to a man's vanity may stimulate him, the woman who appeals to his heart may attract him, but is the woman who appeals to his imagination who gets him.
 
Helen Rowland

 

O Homem

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A man is like a cat, chase him and he will run.
Sit still and ignore him and he'll come purring at your feet.
 
💗
 
Helen Rowland

Seda (Alessandro Baricco)

domingo, 19 de fevereiro de 2017

 
Quando li «A Jovem Noiva» fiquei rendida à escrita de Baricco. Não podia imaginar que depois de ler «Seda» ficaria, ainda mais (muito mais!) rendida a uma história lindíssima como esta.
 
Na França de 1861, a tranquilidade de jovem Hervé Joncour, comerciante de ovos de bicho-da-seda, é abalada quando uma epidemia assola a criação dos fiadores europeus e o obriga a procurar a preciosa mercadoria no Japão, a milhares de quilómetros de Lavilledieu, onde vivia com a mulher Hélène.
Começa, então, um novo ciclo na sua vida. Em viagens perigosas, repletas de descobertas e sofrimentos, Hervé muda e sente fortemente o antagonismo de culturas e a intensa atração pelo desconhecido que se personifica na jovem concubina de Hara Key.
 
Pela simplicidade, eu acredito que li uma das histórias de amor mais bonitas de sempre. É a história de um homem simples, rotineiro, com uma vida estabilizada e que gosta do que faz. Sempre pensou que, aos 33 anos, a sua vida estaria destinada a ficar como estava até então. Espetáculo quieto.
De um momento para o outro, porém, sente-se irremediavelmente atraído pelo desconhecido, por uma mulher que no momento em que abriu os olhos e lhos dirigiu, tudo pareceu mudar.
 
"Morrer de saudades de uma coisa que nunca se irá viver."

Hervé deixa a monotonia dos dias em viagens em torno do seu trabalho para se concentrar, em dúvidas pesadas, nessa saudade que não se explica mas que mata. Num amor que surge desesperado pela incerteza, mas capaz por si mesmo.
Um pequeno livro mas que pela beleza da escrita do autor, pela simplicidade da própria história e a sensibilidade levada ao extremo das personagens, abala e exige parar para refletir cuidadosamente sobre uma linda e comovente história de amor que, até ao fim, terá o dom de surpreender.
 
 
Recomendo com ambas as mãos.
Boas leituras.

A ler "A Arte da Vida"

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017



"Se a felicidade pode ser um "estado", só pode ser um estado de excitação estimulado pela incompletude..."

Zygmunt Bauman
💕

Anna e o Homem Andorinha (Gavriel Savit)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

















Esta é a história de Anna, uma menina que vive as agruras da Guerra na Polónia.
Independentemente do ambiente hostil que se faz prever num contexto destes, o livro de Gabriel Savit é um forte um candidato a clássico pela sensibilidade que consegue transportar em todos os momentos da narrativa.
Esta é a história de uma menina na Guerra e que dentro da mesma, aprende forçosamente a crescer. Esse crescimento é ladeado pela mão amiga do Homem Andorinha, homem misterioso que surge do nada, e que depois de saber que o pai jamais voltará, parte com ele rumo ao desconhecido, certa porém de fugir ao desamparo que só a Guerra assegura.
O leitor acompanhará a jornada de um homem, com os seus medos mascarados, e de uma menina detentora de um conhecimento afincado das línguas e de uma curiosidade enternecedora. Juntos, percorrem e aprendem o que a vida decidiu trazer-lhes.
A sabedoria de encarar o bom onde jamais parecia possível, bem como uma amizade inabalável, destacam-se como bússolas orientadoras de uma leitura que urge perpetuar, a mais que não seja, pela História e pela capacidade de superação, dia após dia.
 
 
Bem Haja Penguin Random House!
 

O Arco-Íris

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

 
 
 
Agora o arco-íris vai para a minha escola.
Ai é?
Sim. Para brincar comigo e com os meus amigos.


 
O Principezinho de 3 anos a arquitetar brincadeiras.

Jane Eyre e Wuthering Heights

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Neste ensaio em particular, «Jane Eyre e Wuthering Heights», Virginia Woolf vai debruçar-se sobre as diferenças entre escrever com o coração e escrever com a mente.
Charlotte Bronte, com base nas suas (parcas) experiências de vida, escrevia com o conhecimento básico dos seus dias, cujo amor e sofrimento individuais, seriam os temas basilares de toda a sua obra.
 
"Estas circunstâncias, na medida em que afectavam a sua personalidade,
podem ter deixado marcas na sua obra."
 
Segundo Woolf, Charlotte Bronte era detentora de uma personalidade forte e dominante, em que nada mais precisava do que si mesma para, nas suas obras, transmitir a mensagem que sempre quis. Bastar-se-ia, assim, a si mesma.
 
"Passa-se provavelmente o mesmo com todos os escritores que têm, como ela, uma personalidade dominante, de tal maneira que, como dizemos na vida real, basta-lhes abrir a porta para se fazerem sentir."
 
Do outro lado, a autora faz-nos pensar em Emily. Numa perspetiva totalmente diferente da irmã, e independentemente da similaridade das suas condições de vida, em «O Monte dos Vendavais», não se encontra a tendência ao individual, à centralização das experiências como forma de escrita.
 
"Mas em Wuthering Heights não há um "eu". Não há preceptoras. Não há patrões. Há amor, mas não é o amor de homens e mulheres. Emily inspirou-se num conceito mais geral. O impulso que a levou a criar não foi o seu próprio sofrimento nem as suas próprias feridas. Ela olhou para um mundo desmembrado por um caos gigantesco e sentiu em si o poder de o unificar de novo num livro."
 
São as diferenças apontadas por Woolf que nos permitem repensar no trabalho de duas autoras intemporais e marcantes como Charlotte e Emily. Ambas destacaram o amor como tema central nas suas obras, no entanto, a forma de o expressar e, acima de tudo, o intuito do destino daquele nas suas obras, esse, é inegavelmente pessoal e sem direito a qualquer réplica, eu diria.
 
Boas leituras.

Amor e tempo

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

 
Ilustração de Sarah Andersen
 
 
Qual preferem?

Palavras mal colocadas

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Há sempre qualquer coisa mal colocada na vida, mas as palavras mal colocadas chegam (quase!) a tirar-me o sono. Porque essas, até que podemos controlar.
(Na minha opinião, pois está claro!)
 
 
 
"Que caixinha de-li-ci-o-sa!" ou pior ainda, "Ahhh que criança de-li-ci-o-sa!".
A moda da palavra, diria eu.
 
Mas deliciosa onde? Andam a trincar o quê, mesmo?
Palavras é um assunto muito sério.
Vou ali irritar-me e já volto.
 

Hygge: ser feliz à dinamarquesa (Anna Skyggebjerg)

domingo, 5 de fevereiro de 2017










Podemos falar deste livro sob várias perspetivas. Podemos centrar-nos na Dinamarca e nos seus aspetos culturais que fazem deste país o mais feliz do mundo ou, através dos assuntos aqui discutidos, concentrarmos a nossa atenção para as prioridades e de que forma aquelas, podem ou não, estar a condicionar a nossa felicidade.
Fala-se muito do tempo, nos dias que correm. Eu diria mesmo que tempo é, agora, o luxo do século. Acredito que novas visões em torno de uma questão, aparentemente tão simples e pequena, podem fazer de facto toda a diferença.
 
"Falaremos sobre velas. Sobre comer um monte de doces com os filhos à sexta-feira. Sobre mantas confortáveis. Sobre o sítio onde bebemos a nossa tranquila chávena de café logo de manhã. Falaremos sobre estar sentados naquele quebra-mar com os pés a baloiçar, apesar do vento bastante frio que se faz sentir ao fim da tarde. (...) essa história condensa tudo o que nos torna mais felizes: encontrarmo-nos com amigos para comer e beber num ambiente de profunda informalidade e descontração que nos permite levar chinelos ou meias quentes quando vamos visitar alguém. «É o que nos faz felizes», diremos, e «há uma palavra que resume tudo isso na perfeição: HYGGE." P.10
 
Este trecho resume na perfeição todo o livro de Anna Skyggebjerg. São felizes pelo prazer e disciplina (porque há) de apreciar as pequenas boas coisas da vida.
Podemos sempre considerar este tipo de mensagem como algo natural e integrante da vida. A questão aqui, voltada para um país em questão, é a forma como o fazem, como um lema de vida que tem de ser seguido, é mesmo assim e pronto.
Acredito que existam muitos portugueses (oh! terra do fado!) que também se preocupem em apreciar o aroma de um bom café, as manhãs de domingo, comer doces, apreciar a companhia de amigos, ir a uma livraria, anotar coisas boas que nos vão acontecendo como prova inerente de pequenos milagres mas, acredito também, que existam pessoas de olhos vendados a quem sensações tão pequenas (mas grandes na sua importância) passem despercebidas pela pressa dos dias.
 
Também a autora faz um reparo a quem muito gosta de criticar, refletindo igualmente uma clareza muito interessante nesta análise:
 
"A OCDE fez uma pesquisa sobre a quantidade de tempo livre (incluindo sono) que as pessoas têm em 36 países. Os Dinamarqueses estão em primeiro lugar na lista, com 16,06 horas por dia. É uma vez e meia de tempo livre a mais do que o número dois da lista. Não admira que os Dinamarqueses sejam tão felizes: um equilíbrio entre trabalho e família é essencial para a felicidade.
Os próprios dinamarqueses admitem as boas condições, digamos assim, à felicidade. Mas penso que, pelo menos para mim, não seja bem esse o propósito desta edição bonita da ARENA. Mais do refletir sobre os costumes (maravilhosos!) deste país, cabe-nos a nós, portugueses, italianos ou espanhóis, virar os olhos para dentro, questionar as nossas reais prioridades e assumir o quanto, por vezes, as pequenas coisas da vida são, na verdade, aquelas que perduram.
A mim não me parece nada ridículo e refletir sobre estas temáticas assume-se de caráter urgente quando, do outro lado, há uma promessa de mais felicidade e valorização pessoal.
Sabe, arrisco-me a dizer, mas depende largamente de nós próprios.
 
Não posso deixar de frisar a pouca importância dada às tecnologias neste país, pelo menos no que a este livro diz respeito. Foram várias a vezes que li "(...) e desligue o telefone.".
Para ponderar. Não concorda? Se já o faz, ótimo. Mas ponderar sobre formas de sermos ainda mais felizes, julgo eu, será sempre um ótimo desafio.
 
Por último, uma das dicas referidas pela autora e que faço desde que me conheço, é o chamado «Diário de Gratidão». Anotar as pequenas boas coisas que lhe vão acontecendo, diariamente. Afinando o olhar, acredite, vai encontrar por mais ínfima que seja, uma coisa boa para relembrar. Não só lhe promove essa fantástica coisa que os psicólogos chamam de inteligência emocional, como também lhe permitirá estar mais sintonizado com o mundo lá fora, com a natureza e com as pessoas.
Eu agradeço por isso. E espero que você aí, faça o mesmo.
 

 
"O caminho mais simples para a felicidade é a gratidão."
 
 Agradeço à Penguin Random House pela (sempre!) simpática oferta.

 
Boas leituras 😊

 

O Romeu anda por aí

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

 
A Catarina pode acabar comigo as vezes que quiser.
Não estou a perceber. Eu pensava que gostavas muito dela...
Por isso mesmo, vou convencê-la sempre a voltar.
 
 
Um galã de 7 anos de idade.

Hey you!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

 
Depois do mês que aparentemente não passa:
Chegou! Fevereiro chegou! Chegou!
 
         💗

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